Shub-Niggurath - C´Etaient De Tres Grands Vents (1991)
Shub-Niggurath: algo mais do que uma entidade sobrenatural (foto abaixo) criada por H.P. Lovecraft?
Em nosso caso sim. Este quinteto francês foi formado em 1983 e pratica um sub-gênero de rock progressivo de vanguarda conhecido como Zeuhl. Este estilo foi criado pelo também francês Magma, sob a batuta de seu líder e baterista Christian Vander por volta de 1971 e tomou como referências o jazz avant-garde, a música moderna, a neo-clásssica e o fusion. Interessante frisar que a maioria dos (poucos) conjuntos do estilo é francês.
Confesso que ao adquirir esse segundo CD do conjunto em meados de 1993 tomei um grande susto, pois numa primeira audição o que ouvi não foi muito bem a definição de Zeuhl supracitada, mas sim uma sonoridade tensa, sombria, pavimentada sobre ruídos de instrumentos vintage invariavelmente distorcidos (baixo, trombone, órgão e percussão) e improvisos mais parecendo afinação desses instrumentos. Recordo-me que o vendedor da loja Rock Forever (Galeria do Rock, SP) me perguntou: tens certeza de que vais comprar isso? Comprei e o ouvi várias vezes para ao menos tentar compreender sua proposta. E concluí que a mesma é absolutamente original e ousada, porém acredito não estar baseada na definição de música que aprendemos no dicionário: a fusão de melodia, harmonia e ritmo.
Para que se tenha uma melhor noção dessa sonoridade situo-a entre o “Electronic Meditation” (primeiro álbum) do alemão Tangerine Dream e dos trabalhos mais radicais do imortal Frank Zappa. Sendo ainda mais claro, é difícil sua compreensão até mesmo para os admiradores do Rock In Opposition (e olha que o vendedor da loja curtia Univers Zero!), e suas músicas, como não poderiam deixar de ser, são preponderantemente instrumentais.
Aos interessados no estilo com certeza uma grande banda. Para os não inteirados, sem dúvida a classificarão como “lixo” (tentei procurar uma palavra mais branda, mas não a encontrei...). De qual lado estou? Ora, dos primeiros!
Abraços e bom divertimento (ou, dependendo o caso, tortura)!
Músicas:
1. Glaciations (7:34)
2. Ocean (6:18)
3. Promethee (5:38)
4. D'un Seul Et Meme Souffle (6:31)
5. La Nef Des Fous (3:17)
6. Contrincante (5:11)
7. C'etaient De Tres Grands Vents (10:51)
2. Ocean (6:18)
3. Promethee (5:38)
4. D'un Seul Et Meme Souffle (6:31)
5. La Nef Des Fous (3:17)
6. Contrincante (5:11)
7. C'etaient De Tres Grands Vents (10:51)
Músicos:
Alain Ballaud: Baixos;
Sylvette Claudet: Vocais;
Jean-Luc Herve: Guitarras, harmônio e piano;
Michel Kervinio: Bateria (faixas 2 e 3);
Edward Perraud: Bateria (faixas 1, 3, 4, 5 e 7);
Véronique Verdier: Trombone.
Sylvette Claudet: Vocais;
Jean-Luc Herve: Guitarras, harmônio e piano;
Michel Kervinio: Bateria (faixas 2 e 3);
Edward Perraud: Bateria (faixas 1, 3, 4, 5 e 7);
Véronique Verdier: Trombone.
Texto: Adrian Marcatto

3 comentários:
É... esta banda é apenas para os aficionados do estilo...
Conhecer bem eu só conheço o primeiro disco e acho um discaço! Não acho que seja assim tão absurda a sonoridade da banda. Ao menos a última música do primeiro estilo pode ser apreciada por qualquer admirador de filmes de terror - terror de verdade! A faixa seria a trilha perfeita. "Incipit Tragaedia" é bem melancólica e deveria ser a trilha sonora de todo bom suicídio. Acho que não tõ me fazendo levar a sério! xD Mas a verdade é que, se vc se preparar pra ouvir um disco macabro e depressivo, Shub Niggurath pode lhe agradar perfeitamente. Vale destacar também o vocal feminino, tocante!
Que mané primeiro estilo, primeiro DISCO!
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